Blog do Paraíso: Fevereiro 2008

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O presidente Lula é um fenômeno sem precedente da política brasileira


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um fenômeno sem precedente da política brasileira. Hoje, o presidente Lula não tem mais eleitores. Ele tem fãs. Isso mesmo. O presidente se tornou um ídolo. E daqui uns anos pode se tornar um mito. Ontem vi uma imagem que fundamenta as afirmações acima. A imagem é chocante. Uma senhora, enrugada, com a cabeça cheia de cabelos grisalhos e, portanto, aparentava uns 80 anos, segurava uma imagem do presidente Lula, enquanto, encostada na grade, bem próxima ao palanque, assistia ao lançamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Fortaleza, Ceará. Quem olhava para a senhora, percebia ou podia até supor que quem estava no palanque era o Papa, ou qualquer outra figura divina. A senhora olhava para o presidente como se olhavasse para um santo e, não, como se olhavasse para um funcionário público qualquer que trabalha para ela (visão mais correta). E por que isso? Por que a popularidade do presidente Lula continua em alta, mesmo depois do “maior escândalo da política brasileira” (segundo a “grande mídia”)? Antes de se reeleger, o presidente Lula foi bombardeado com notícias negativas por mais de um ano. Dois dias antes do primeiro turno, o Jornal Nacional mostrou imagens do dinheiro que seria usado para comprar um dossiê contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo. A única conseqüência da divulgação dessas imagens foi levar as eleições presidenciais para o segundo turno. Foi até muito, mas não foi o suficiente para evitar a reeleição do presidente Lula. A “grande mídia”, portanto, sofreu a maior derrota de todos os tempos. Talvez por isso o presidente Lula possa entrar para história, se é que já não entrou. A figura de Lula é única. É também um bom objeto de estudo. Os pesquisadores devem averiguar o porquê da idolatria ao presidente Lula.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Se acabar, Lei de Imprensa não fará falta


Daqui a seis meses poderemos saber se os advogados vão continuar lucrando ao processar jornalistas por meio da Lei de Imprensa. De acordo com a Agência Brasil, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir, em definitivo, o mérito da ação, apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), contra a vigência da Lei de Imprensa (Lei 5.250, de 1967). Se a decisão for a favor, como eu disse no começo deste texto, os advogados vão perder uma fonte de renda. Nada mais acontecerá. A imprensa não ficará mais livre porque a liberdade de imprensa simplesmente não existe. O que existe na realidade é a liberdade do dono do meio de comunicação. Essa sim está assegurada, mesmo com a existência da lei. É..., amigo leitor. Somos enganados de que vivemos numa democracia porque a repressão não pode ser vista a olho nu. Mas não é por falta de colírio e, sim, por falta de divulgação da verdade como tal. Mas o que é a verdade? Acho que a melhor definição pode ser dada pelo seguinte provérbio iraniano: a verdade é como um grande espelho que caiu das mãos de Deus e se quebrou em bilhões de pedaços. Cada pessoa recolhe um caco e diz que toda a verdade está nele.

Conheça um pouco da história do Varjão do Torto – DF


Amigo leitor, no dia 18 de fevereiro publiquei uma matéria que fiz quando eu estava no 5º semestre do curso de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo. Como explico no início do post que pode ser lido logo abaixo do comentário sobre a renúncia de Fidel Castro, a matéria não foi publicada na época que eu a fiz por causa dos cuidados de minha professora/editora. Mas como o blog é um espaço onde realmente a liberdade de expressão existe, resolvi publicar a matéria que fiz no 5º semestre. E quero fazer isso novamente neste comentário. Vou publicar abaixo um texto que fiz, também naquela época, mas que não foi publicado devido o conteúdo. O texto seria o editorial de um jornal impresso da faculdade que estudo. O jornal é um projeto de marketing social que a faculdade faz na região. Resolvi publicar o texto por três motivos. O primeiro é que não tenho editor neste blog e, aqui, a liberdade de expressão existe como tal. O segundo motivo é que o tema ainda continua atual. E o terceiro é que eu nunca consigo fazer um mesmo texto duas vezes, meus textos são únicos. Se eu fosse reescrever este texto, ele sairia totalmente diferente. Talvez pior ou, melhor. Chega de papo furado. Eis:

Símbolo do subdesenvolmento, da desigualdade e da apartação social. Prova da ineficiência e da falta de presença do Estado, que merecidamente não é mais grafado na revista Veja com a letra é em caixa alta (E), mas,sim, com é minúsculo (e). Vergonha! Se bem que essa palavra parece não mais existir no vocabulário de determinados sujeitos comedores do dinheiro público. Esses são os termos que melhor qualificam o Varjão e desqualificam a sociedade brasileira.
Antes de prosseguir, para não deixar nenhum mal entendido, a intenção não é ofender os tão dignos moradores do Varjão. Pois eles são vítimas da injustiça e do descaso de nossos representantes e sofrem as conseqüências de viverem em um lugar tão marginalizado.
No dia 5 de maio, o Varjão completou 38 anos. É isso aí mesmo que você entendeu, leitor. O Varjão completou 38 anos, não são 38 dias ou 38 meses, mas 38 anos com 270 famílias em barracos de madeira, com apenas a avenida principal pavimentada e o sistema de coleta de esgoto incompleto. A administração não pode realizara obras de grande porte para melhorar a vida dos moradores, como a conclusão das casas para as pessoas que moram em barracos, porque a cidade inteira está embargada pelo Ibama.
Mas o pior, e que deixa qualquer um de cabelos em pé, é que o Varjão não se encontra em um lugar distante da capital da República. A cidade está a poucos metros de uma das regiões com o maior Índice de Desenvolvimento Humano do país, o Lago Norte – Distrito Federal. Parece até que não querem que o Varjão se desenvolva para ficar fácil transferir os moradores para outro lugar. De preferência, bem longe!
O jornal varjão do torto não é a solução dos problemas da comunidade, mas é uma iniciativa que ajuda os moradores com a luz da verdade. Apesar de ser escrito por estudantes, vítimas de preconceito e discriminação de fontes oficiais, é independente. Não é nenhum diário oficial do governo – na época que escrevi este texto eu pensava isso, pobre estudante ingênuo –, como muitos matinais que circulam por aí. Os repórteres deste jornal não escrevem para agradar o chefe ou para manter o emprego. Muito menos para ganhar nota e passar de semestre. Escrevem porque acreditam em um ideal. Acreditam que um dia se tornarão jornalistas e poderão contribuir para a melhoria deste país, tão desigual e injusto.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Copa de 2014 será no ano do centenário do início da grande vergonha mundial


Amigo leitor, estou pensando em dar início a uma carreira de documentarista. Ontem, dei meu primeiro passo, aliás, meu segundo passo. O primeiro foi na sexta, quando li um documento na internet sobre o assunto – antes de prosseguir, quero citar um provérbio chinês que diz mais ou menos assim: “o primeiro passo é o início de uma grande caminhada” –. Já no segundo passo, assisti a três documentários. Todos sobre o que considero uma das vergonhas mundiais: as duas grandes guerras. Não farei um resumo dos filmes que assisti, mas contar-lhes-ei algo interessante que percebi. A primeira copa do mundo que o Brasil sediou foi em 1950, afinal, nenhum país desenvolvido queria o evento, pois todos estavam endividados por causa da segunda grande vergonha mundial. Agora veja só que interessante. No ano em que se completa o primeiro centenário do início da primeira guerra mundial, ou seja, 2014, a copa será... No Brasil! Dizem que o esporte aproxima as nações. No ano do centenário da vergonha mundial, para aproximar as nações por meio do esporte, há lugar melhor que o Brasil, país que possui uma das sete maravilhas do mundo no quesito simpatia? Se considerarmos o estereótipo de país cordial, creio que aqui é um lugar perfeito. Antes de encerrar este comentário, quero lhe informar, amigo leitor, que, se tudo der certo na minha carreira de documentarista, vou publicar meu primeiro trabalho neste blog. Será o post de número 100. E será também o meu trabalho final na faculdade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dia histórico para Cuba e para o Mundo


Não sei como pessoas que nasceram, vivem e respiram a todo tempo o capitalismo conseguem ser socialistas. Além de estudar as teorias do jornalista, filósofo, sociólogo e economista Karl Marx, acho que o primeiro passo para ser socialista é visitar Cuba. Mas isso tem que ser rápido, pois o Presidente licenciado de Cuba, Fidel Castro, renunciou hoje ao cargo e, portanto, acredito que não vai durar muito tempo o socialismo cubano. Pode-se dizer que hoje é um dia historio para Cuba e para o mundo. Depois de 49 anos na liderança da ilha, um dos principais lideres da Revolução Cubana de 1º de janeiro de 1959, se afasta do poder. É histórico. No entanto, vem à tona uma questão: qual será o destino político de Cuba? O país deixará de ser literalmente uma ilha isolada do mundo? Bom. Deixar de ser ilha é difícil, senão impossível. Mas deixar de ser isolada do mundo capitalista acho bastante provável. Veja o caso da China que não pode ser considerada mais comunista. Seguir essa posição ideológica hoje não é nada fácil com a globalização, tão presente e irresistível aos países do mundo inteiro. Para ser sincero, o socialismo descrito por Karl Marx nunca existiu. No meu entender, a teoria do sociólogo é nada mais, nada menos, que um delírio utópico. Delírio que vai contra a natureza humana. Já o capitalismo é o contrário, condiz com a índole do ser humano, que nunca está satisfeito. Quer sempre mais. E mais. E mais. Nenhum intelectual parou para criar ou pensar o capitalismo, antes dele ser implantado. Não quero dizer com isso que sou a favor das desigualdades sociais e do imperialismo comercial. Sou totalmente contra a essas patologias do capitalismo. O ideal é o ponto de equilíbrio, como praticamente tudo na vida. Como já dizia os Mukeka di Rato na letra de música Do contra a favor, “não quero ser contra. A favor também não quero ser. Muito menos neutro. Mas atacar e defender. Então que cara doido você deve está pensando. Relativizando. Especificando. Cada coisa aqui. Cada coisa lá. Tudo tem seu defeito. É só examinar. O que prejudica menos. Ou auxilia mais. Dentro do anglo da postura que satisfaz”.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Antes de completar um ano no cargo, governador Arruda descumpre promessa


Estimado leitor, no primeiro semestre de 2007, quando eu estava no quinto período do curso de Comunicação Social (habilitação jornalismo), fiz uma disciplina que se chamava jornalismo online. Nessa matéria, os alunos escreviam reportagens que eram publicadas no site da faculdade. Publiquei oito textos, apesar de ter feito nove. Minha professora, que era também a editora, não publicou uma reportagem que fiz. Ela alegou que a matéria não podia ser publicada porque eu não tinha ouvido uma das partes envolvidas. Não ouvi um dos envolvidos porque ele não quis se pronunciar, argumentei. No entanto, não teve jeito. A matéria não foi publicada. Mas, hoje, decidi publicá-la neste blog. Veja abaixo o texto que deveria ser publicado em junho de 2007:


Antes de completar um ano no cargo, governador Arruda descumpre promessa

Medida do governo de retirar as vans de condomínio de circulação divide opinião de passageiros


O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM, ex-PFL), quando candidato, prometeu em comício, realizado no dia 9 de setembro do ano passado em Santa Maria, que as vans do transporte alternativo poderiam continuar. Arruda prometeu também que iria realizar concorrências para trazer empresas com novos ônibus porque não tinha “rabo preso com empresários”. Antes de completar um ano no cargo e mesmo depois de ter afirmando que o transporte alternativo “ajuda o povo”, o governador, juntamente com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu a circulação das vans de condomínios e abriu somente uma licitação para ocupar uma parte das linhas da empresa de ônibus da Viação Planalto (Viplan), que não cumpriu o acordo de colocar no dia 20 de abril 160 ônibus novos em circulação.


Para o ex-motorista de van Carlos Roberto Ferreira da Silva, 41 anos, o governador foi “muito covarde”. Segundo Carlos, Arruda combinou que, se a frota de carros fosse renovada, as vans poderiam continuar. “Assim que ele pediu, a maioria comprou carro novo”. Carlos diz também que, quando candidato, José Roberto Arruda pediu apoio à categoria. “Quem tinha lotação votou no Arruda. Eu mesmo fiz carreata para ele”, revela. O também motorista de van Ribamar Santos, 40 anos, confirma as informações do colega. “Não comprei van nova porque meu carro ainda está dentro do prazo, mas meus amigos compraram”, explica. “O Arruda se rendeu aos empresários de ônibus”, protesta Ribamar.


A medida do governador, entretanto, não desagradou o eletricista Moacir dos Santos, 51 anos. Ele afirma que a van não faz falta. “A educação era mínima, eles são velozes, andavam lotados. Às vezes eu pegava porque era obrigado”, sentencia. Mas a estudante Maria Aparecida Nascimento não tem a mesma opinião do eletricista. Embora use pouco o transporte público, Maria Aparecida conta que seus pais dependiam do serviço alternativo. “Tiraram a opção dos meus pais”, protesta. “Os ônibus andam muito cheios”.


A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do GDF, mas não obteve resposta.


Leia na íntegra a gravação das promessas feitas pelo governador no comício em Santa Maria, realizado no dia 9 de setembro:

José Roberto Arruda – O transporte está bom ou está ruim?
Público Presente – Ruim!
JRA – Estou falando do transporte coletivo. Está bom ou está ruim?
PP – Ruim!
JRA – Tem que mudar ou não tem?
PP – Tem!
JRA – Sabe como é que vou mudar? Primeiro, eu não tenho rabo preso com empresários de ônibus. Eu vou fazer concorrência e trazer empresa nova e ônibus novo.
Agora, as vans, o transporte alternativo, (sic) pode continuar porque ajuda o povo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Jornalista é jornalista. Assessor é jornalista também


Na época da ditadura militar, os comunicadores consideravam traidor o jornalista que era assessor de imprensa. Geralmente, nesse período, o assessor servia para esconder a informação. Logo, seu trabalho não era considerado jornalístico. Criou-se, portanto, um preconceito que hoje, infelizmente, ainda perdura (palavra interessante, nem sei se cabe neste contexto. Espera só um momento. Vou dar uma olhada no significado dessa palavra, pois acabo de esquecer. Deixe-me ver... Perdurar. Do latino perdurare que quer dizer durar muito. Não estou subestimando sua inteligência, estimado leitor. Só estou evidenciando minha ignorância... Mas agora, darei prosseguimento ao que escrevia. Para facilitar a compreensão, sugiro que retorne ao início da frase interrompida e pule este enorme parêntese. Vou fazer o mesmo, pois não há ser humano que agüente uma coisa desta. Vamos lá?). Muitos profissionais dizem que jornalista é jornalista e assessor é assessor. E que o trabalho de um assessor de comunicação não é jornalístico. Puro preconceito, pois hoje o trabalho de ambas as funções são bastante parecidos. Chego até a concordar com minha professora de Jornalismo Empresarial, quando ela afirma que “o trabalho de um assessor é até mais amplo do que o de um jornalista”. Além de fazer matérias, cobertura de eventos e ficar antenado em tudo que acontece, o assessor tem que ter jogo de cintura para gerenciar crises na imagem da instituição que trabalha, coisa que jornalista não faz na redação. Mas aí os jornalistas argumentam que as matérias feitas por um assessor não são isentas. Digo que da mesma forma são as matérias de jornalista, afinal, todas seguem a linha editorial do meio de comunicação do qual o profissional faz parte. Linha editorial pode ser sinônimo de interesse institucional. Devemos, portanto, jogar, de uma vez por todas, na lata de lixo esse preconceito de que jornalista é jornalista e assessor é assessor.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Volta às aulas


Minhas aulas já começaram. Ontem foi o segundo dia. A aula foi tão interessante, a ponto de me levar a criar um comentário sobre ela. Muitos alunos não gostam do primeiro dia de aula de um professor porque é aquela enrolação. O docente novato sempre quer saber o nome dos alunos e alguma coisa a mais, como experiência profissional, expectativa do curso e etc. Mas ontem a professora de Metodologia da Pesquisa, Myriam Maia, inovou. Nunca um professor havia perguntado aos alunos sobre o significado do nome deles e... Ops!! Acabei de receber uma mensagem no meu celular dizendo: “Web''GUGU 2008 Domingo Legal! Inf: seu celular ganhou! 1/casa no valor: De 50.000.00 na sua recarga Premiada SBT... Ligue: URGENTE! 0145896619701” Gente, se fosse há uns três anos, talvez eu cairia nessa marmelada. É obvio que a mensagem é de um traficante. Nem preciso ligar para saber, pois a recarga que fiz no meu celular foi com o cartão da Claro e nele não mencionava tal promoção. A mensagem que acabo de receber tirou minha concentração e me desviou do que estava escrevendo. Só um instante, amigo leitor. Vou reler o começo deste comentário para continuar (deixa-me ver...). Ah, é! A professora de Metodologia fez uma pergunta inédita que deixou a aula mais interessante e descontraída. Ela perguntou para cada aluno o nome, o significado e quem o colocou. Daí, como ela já esperava, surgiu várias histórias legais. Mas a aula não ficou só nisso. Tivemos conteúdo e até dever de casa. Tenho que pensar em um tema para meu trabalho de conclusão de curso. Alguma sugestão?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Escândalo para se criar um escândalo


A imprensa apocalíptica, satanista, nefasta, imparcial, desonesta e corrupta faz escândalo para criar um escândalo no caso dos cartões corporativos (os mais histéricos comparam o caso com o mensalão). O Governo Federal, porém, deveria ser elogiado pela transparência. Cadê se a Câmara divulga os gastos com a verba indenizatória, com os mesmos detalhes que faz o Portal da Transparência? O Senado, nem se fala, pois nem sequer o valor gasto por cada senador divulga. E os estados que possuem cartão corporativo, como São Paulo? Também não há divulgação do que é comprado. Ninguém sabe em que foram gastos mais de R$ 108 milhões com o cartão, no governo de José Serra (PSDB-SP). Já no caso do presidente Lula, todos podem saber para onde foi boa parte dos R$ 75 milhões. Mas por que a cobertura dos gastos não é feita com a mesma intensidade nos dois casos? Afinal, no governo de Serra, as despesas bancadas com os cartões tiveram R$ 30 milhões a mais. Olhe que se trata de governo Estadual. No governo Lula, houve até punição para os corruptos. A ministra da Secretaria da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, caiu (não estimado leitor, ela não levou uma queda. Ela apenas deixou o cargo, mas o verbo cair, na imprensa tendenciosa, é sinônimo de exoneração). Enquanto no governo de José Serra, nada aconteceu.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Tchau, tchau, orkut


Cansei de desperdiçar meu tempo com o orkut. Desde fevereiro de 2006, tenho um e quase não vi vantagem. Reconheço que o orkut pode ser usado para manter contatos e colher informações para se fazer um pré-conceito de outros usuários. As comunidades, por exemplo, podem revelar muito. Através delas você pode saber se uma pessoa gosta de acordar cedo, se ela procura um relacionamento sério ou, ainda, saber se ela é a favor do governo. Pode-se também colher muitas informações pessoais de outros usuários por meio do perfil, da página de recados, dos vídeos e dos álbuns. No entanto, tenho mais o que fazer. Portanto, decidi me orkucidar. Acho que meu perfil não fará falta, pois ele é muito sem graça. Não participo de nenhuma comunidade, não tenho fotos no meu álbum, apago todos meus recados e não coloco muitas informações no meu perfil. Está certo que vou perder duas coisas. Os contados dos chegados e não poderei divulgar meu Blog. Mas ganharei algo muito importante: tempo (ou, pelo menos, deixarei de perder). Como já dizia o ditado, “não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos”.

Socorro!


Medo. Os moradores de Santa Marida – DF estão com medo. Muitos já falam em se mudar, e com razão. Pessoas inocentes estão em meio a uma guerra de traficantes. Pensei que isso só existia nas favelas do Rio e de São Paulo, mas não. Está bem aqui. Na minha rua. Ontem, por volta das 21h, houve o segundo tiroteio. A polícia se fez presente, mas não prendeu ninguém. Segundo moradores, também na madrugada de ontem para hoje, a polícia trocou tiro com os bandidos. Não houve morte, nem prisão, de acordo com os moradores. Estou preocupado, pois minhas aulas começam amanhã e eu vou chegar em casa entre 22h e 23h. Desejem-me boa sorte.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O que começa... ...um dia acaba


Andei pensando sobre o destino do Blog do Paraíso e decidi que ele... quero dizer, este blog será conhecido eternamente como um blog de um estudante de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Isso mesmo, amigo, estimado e prezado leitor. Ao atingir o texto de número 100, não escreverei mais para o Blog do Paraíso. O que não quer dizer que deixarei de ser blogueiro. Futuramente, (quem sabe?) fundarei um novo blog. Talvez com o mesmo nome. Só que será como profissional. Esforçar-me-ei mais. Dedicarei, no mínimo, quatro horas por dia – atualmente, dedico menos de duas horas por dia ao Blog do Paraíso. Quero dizer, meu próximo blog deverá ter qualidade dobrada, afinal, de um estudante, os erros são toleráveis, mas de um profissional, não (perverso mercado capitalista!). No meu próximo blog, se ele existir, procurarei ajuda de outros profissionais, como um webdesingner ou um revisor ortográfico... ...está sendo difícil escrever este texto. Principalmente, porque ele fala do futuro. Futuro incerto, que me preocupa. Tenho até medo. Sinceramente, tenho medo de ficar desempregado. Se isso acontecer, já até pensei no que posso fazer com meu diploma. Vou colocá-lo numa moldura e pendurar na parede do buteco que vou abrir. É dramático. Mas o futuro é incerto. Apesar te ter oito meses e três dias, o Blog do Paraíso recebeu 2.500 visitas. No entanto, preciso, agora, me concentrar em outras coisas. Termino meu curso no final deste ano. Pretendo fazer um bom trabalho de conclusão. Enfim, o pouco de tempo que eu costumava dedicar ao Blog do Paraíso, terei que usar em outra atividade. Este é o comentário de número 87, portanto, amigo, leitor, acredito que me restam 13 comentários...


Ps: sou uma metamorfose ambulante e humana.

A juventude brasileira escorre pelo ralo


História mal contada ou conversa fiada define lorota e pode até definir este comentário, pois não procurei saber o verdadeiro nome de... Lorota. Quem? Lorota é o apelido de um rapaz moreno e negro, que conheci faz muito tempo e que hoje já não existe mais. Ele viveu aqui na terra uns 22 ou 23 anos. (Não te falei, amigo leitor, este comentário vai ser uma história mal contada.) Eu bem que poderia usar toda minha habilidade jornalística para saber mais sobre a vida de Lorota. Mas... não posso. Poderei ser mal interpretado pelo assassino de... Ah, é! Esqueci de contar que Lorota foi assassinado ontem com seis tiros – ou seria sete. Pelo boato que rola na comunidade, Lorota morreu por causa de uma cachorra. Não. Não era pit bull não. Refiro-me a outro tipo de cachorra. Estou falando daquelas que adoram a dança do creu e companhia. Até aonde sei, Lorota namorava essa cachorra, que o traiu. Fato que levou a “história mal contada” e corna a tentar se matar. Ele não conseguiu. Decidiu, então, que deveria tirar a vida de outra pessoa. Sim. Ele resolveu tirar a vida do Ricardão. Mas, de novo, não conseguiu. E o Ricardão, por sua vez, não deixou barato. Pelo menos, é a suspeita, pois Ricardão, antes do homicídio, já tentara acabar com a “conversa fiada”. Mas... por que estou contando essa lorota? Talvez tenha sido os tiros que acabei de escutar. Talvez porque Lorota tenha sido o quarto a morrer, em menos de um mês, próximo a minha quadra. Dos outros três que morreram, só conheci um. E foi o “um” que morreu justamente na minha rua. Esse não tinha alcunha. Chamava-o pelo o diminutivo de Paulo. A primeira vez que vi Paulinho eu tinha uns 10 anos. Paulinho era bem mais novo. Não conseguia falar corretamente ainda. Joguei pelada e soltei pipa com ele somente durante a meninice. Depois, seguimos caminhos diferentes. Enquanto eu estou pelejando ser um jornalista, Paulinho virou “malandro”. Profissão que tem a expectativa de vida muito curta. Veja o caso de Paulinho que morreu com uns 16 anos. Alvejado com seis tiros – três na cabeça, um na canela e dois no tronco, Paulinho morreu por causa de uma dívida de drogas. Drogas que levaram à droga. Os crimes descritos acima são algumas gotas d’água no oceano das periferias brasileiras. Ô, céus! A quem devo gritar? A quem devo pedir socorro? Será que ninguém está vendo a juventude deste país ser tragada pela violência urbana?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O muito que acaba em nada


Amigo leitor, tenho tantas idéias. Mas tantas idéias. Que acabo perdendo todas e ficando sem nenhuma para escrever para este blog. Não sei se escrevo sobre meu carnaval que só existiu na TV. Ou se comento o início do ano legislativo. Também pensei em falar de uma máxima – ou seria filosofia. Não sei. Só que ela surgiu por acaso. Antes de contá-la, quero dizer que ainda pensei em fazer um comentário sobre um livro que li no primeiro semestre do curso de Comunicação Social e reli agora. Mas, como vocês podem ter observado, com tantas idéias, resolvi não escrever sobre nenhuma. Quando você, amigo leitor, ver muitos textos sendo publicados no meu blog, é sinal de que estou com poucas idéias, mas, caso contrário, estarei com idéias saindo pelo ladrão. Isso atualmente, pois as coisas podem mudar. Sou uma metamorfose humana. Já que entrei no assunto de filosofia. Eis a frase filosófica que falei que ia escrever no começo do texto. “É bem mais interessante falar de quem morre do que de quem nasce, pois quem morre, geralmente, fez muitas coisas; e quem acabou de nascer, ainda não fez nada”.