Dois candidatos derrotados. Duas atitudes. Uma imatura, omissa e pouco sábia. A outra, madura, participativa e inteligente. Assim, respectivamente, são Toninho do PSol e Eduardo Brandão do PV.
Toninho, dono de 14,25% dos votos válidos do primeiro turno para eleição de governador do Distrito Federal, declarou recentemente que, para manter a sua coerência, o seu voto será nulo.
A atitude de Toninho é imatura, porque não reflete a realidade. O primeiro turno é uma situação. Os candidatos se enfrentam e se criticam. O segundo turno é uma nova realidade. Toninho não é mais candidato. O seu posto agora é de eleitor. Nesta nova situação, há somente duas opções. Queira ou não, uma vai ser escolhida, contudo, o ex-candidato do PSol prefere votar nulo.
A atitude é, ao mesmo tempo, omissa e pouco sábia – para não dizer burra. Toninho perde a oportunidade de intervir num futuro governo do Distrito Federal.
Todo eleitor vota num candidato exigindo propostas e compromissos, assim como fez Eduardo, ao declarar seu voto.
Dono de indispensáveis 5,64% dos votos válidos do primeiro turno, o ex-candidato do PV, assumindo seu novo papel no segundo turno, tomou uma atitude madura, participativa e inteligente. Eduardo Brandão declarou apoio a candidatura de governador de Agnelo Queiroz (PT), depois de apresentar uma carta programática, cobrando alguns compromissos de Agnelo.
De maneira legítima, tomando a atitude de qualquer eleitor consciente, Eduardo Brandão honra os votos que recebeu, não fica de braços cruzados e intervém num futuro governo.

Um comentário:
...Então, àquele que adere a campanha Agnelo, acerta na decisão, o que não adere, erra; isso mostra o quanto esse blog é tendencioso, diga-se discriminativo com a vontade alheia: no caso, a nosso ver, aderir à campanha que segundo pesquisas estar na frente é sobretudo oportunismo, enquanto manter-se coerente políticamente é sobretudo corajoso, pois quem assim procede não se deixa macular por cargos no governo.
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