Fracasso inclui dois deputados que não conseguiram a reeleição. Especialistas apontam excesso de concorrentes e mudança de consciência do eleitorado como as principais causas
Helena Mader
(texto publicado no Correio Braziliense)
A distribuição de lotes e as promessas de moradia sempre deram o tom da política brasiliense, desde que a capital federal conquistou sua autonomia, em 1988. Dos anos 90 para cá, a regularização de parcelamentos ilegais, com a posterior entrega das escrituras, passou a ser outro tema com muito apelo entre os eleitores. Tanto que os candidatos ao GDF prometem regularizar os condomínios e até mesmo distribuir lotes. No entanto, nessas eleições a bandeira da habitação não garantiu o sucesso nas urnas, pelo menos entre os candidatos que tentaram a sorte na Câmara. Dos 10 políticos que disputaram uma vaga no Legislativo local usando a moradia como palanque, nenhum conseguiu se eleger.
A causa dessa derrota maciça dos candidatos da habitação divide especialistas. Para alguns, o fenômeno reflete uma mudança de consciência do eleitorado da capital federal, que estaria mais interessado em emprego, saúde e infraestrutura do que na entrega de terrenos sem urbanização. Mas também há quem aponte o fenômeno da divisão de votos devido ao excesso de candidatos. Os 10 políticos que participaram do pleito e usaram a bandeira da moradia para angariar eleitores teriam juntos mais de 54 mil votos. Unidos em uma coligação, conseguiriam eleger dois ou até três deputados distritais, que poderiam atuar na Câmara Legislativa em prol da causa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário