O Governo do Distrito Federal (GDF), agora sob o comando de Agnelo Queiroz e companhia, tenta por ordem na casa. Haverá muito trabalho, pois a bagunça foi instituída desde o final de 2009, quando começou a famigerada Operação Caixa de Pandora.
De lá para cá, o Distrito Federal teve quatro governadores. O último, Rogério Rosso (PMDB-DF), foi eleito indiretamente pelos deputados distritais, muitos citados no Mensalão do DEM. Com a promessa de não se candidatar a reeleição, Rosso contou com o apoio, inclusive, do PT.
O grande problema é que Rogério contrariou todas as expectativas. Descumpriu a promessa feita em público e bateu de frente com o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, eleito vice-governador na chapa do PT.
Mas seu plano foi por água a baixo. Rosso perdeu para Filippelli a eleição interna do PMDB-DF e ficou impedido de sair candidato a governador.
Não satisfeito, o então governador biônico do Distrito Federal declarou, publicamente, apoio a candidata derrotada no segundo turno Weslian Roriz (PSC-DF).
Desde abril, quando foi eleito indiretamente, Rogério ficou oito meses no GDF. Talvez seu curto mandato deixaria uma herança diferente para o novo governo, se tivesse trilhado outro caminho, ao lado do presidente de seu partido e dos petistas que lhe ajudaram a chegar ao poder.

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